O Desespero Humano: O Colapso De Uma Sociedade Midiática A fragmentação do arranjo social causada pela economia neoliberal causa naqueles intelectuais que vislumbram uma restauração ou uma reestruturação da sociedade um certo desconforto que beira a um colapso de nervos. Eles enxergam e chamam a atenção da massa de trabalhadores, pais e alunos que compõem o grande público consumidor do mass media e dos seus anúncios, a atuação cada vez mais massiva e desvirtuadora dos meios de comunicação de massa e da economia na sociedade mundial, e para o processo cada vez mais sutil e imperceptível de alienação e do esfacelamento da criticidade social causada por esses meios. Facilitando a comunicação entre os povos e proporcionando uma relação global jamais vista, os meios de comunicação de massa, influenciou e influencia o comportamento das pessoas desde sua fala até seu modo de andar, comer, vestir, namorar, etc. é importante o contato cultural com outros povos e nações para o enriquecimento intelectual, porém a intelectualidade está em segundo plano quando a preocupação maior é com o espetáculo, com o ridículo, com o bizarro. O enfraquecimento familiar, religioso e educacional na sociedade pós-moderna é fruto direto do resultado da interação da sociedade com os meios de comunicação massivos que permeiam nossa casa ridicularizando valores seculares que perpassaram o desenvolvimento humano, mas que agora são tratados como caretas, ridículos, fora da moda. Pais e professores não sabem mais o que fazer com essa desestruturação social, jogando uns sobre o outro o ônus desse embate que deve ser trabalhado em conjunto pelos atores interessados. A desconstrução do sujeito causado pela falta de alicerces sólidos de valores seculares e metafísicos instigam na criança e adolescente que passam horas e horas em frente ao computador ou televisão a busca hedonista de prazeres superficiais e ilusórios. A idéia do aqui e agora permeia a atitude e a relação desses jovens com o meio e com o outro. A relação com o outro é antes de tudo a compra ou a aceitação passiva da imagem que é vendida por outras pessoas com suas roupas, sua maquiagem, seu corte de cabelo, etc. deixamos de ser atores sociais e passamos a objetos, espectadores estamos no turbilhão da corrente desesperada de homens e mulheres, crianças e adolescentes que buscam o sentido de suas vidas e acabam encontrando no “novo lançamento” uma fuga ilusória desse pressuposto sentido. As identidades rompidas com a busca econômica e com a sociedade do espetáculo fazem com que nós explorados pelos meios de produção capitalista atinjam a falsa ilusão de felizardos contentando-se em poder comprar a última TV ou o último celular, mal sabendo que tudo isso é logicamente fruto de uma estratégia para acomodação social em detrimento dos reais problemas sociais. Pensamos que o bem estar social é poder comprar bens de consumo divididos em trinta vezes no carnê. No, entanto, o problema maior está em não sabermos se esse é realmente um estado de ilusão aparente ou se de fato acreditamos que o maior acesso aos produtos industrializados ou ao reality show é a benesse que precisamos para uma vida aprazível e feliz.
Escrito por enoquejunior às 13h50
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INCERTEZAS
Ah! Triste homem, que entre dúvidas e devaneios se perde em si mesmo.
Que nessa busca pela razão de ser encontra ainda mais perguntas.
Pensei que sabia algo, pensei que sabia quem eu era.
Num instante tudo tinha se transformado e o que era meu não mais era,
E o que eu era não sou mais.
Descobri nesse questionamento infindo que sou vários e nenhum.
E nessa variedade de mim não consigo entrar em acordo comigo mesmo.
Num instante sou eu e no outro sou eu novamente.
E esses eus tão anacrônicos e tão similares que me constroem desconstruindo-me.
Nessa descontrução-construção-descontrução aparecem seres desconexos que insistem em me desconstruir-construir.
E esses seres dizem que eu preciso me achar me perdendo e me perder achando-me,
Isso me deixa ainda mais atordoado.
Ah! Incerteza!
Sei que hei de morrer, mas uma coisa, ao menos uma coisa eu gostaria de saber:
Que influência eu tenho sobre mim mesmo que não vem de alhures, pois se tudo que me costrói-destrói-constrói vier de alhures eu não sou eu, sou apenas reflexo de alguma coisa.
Se sou reflexo de alguma coisa... Ah! Tristeza... Que coisa é essa?
E assim vou me questionando e em devaneios não sei mais o que sou nem o que sinto.
E nesse sentindo sinto que sinto uma centelha do infinito que é tão finito quanto eu.
E nessa minha finitude procuro desesperadamente me encontrar ou te encontrar, coisa, Antes que seja tarde...
E no alvorecer de mim me escondo de mim mesmo com medo de saber que coisa é essa, e assim quem eu sou.
Escrito por enoquejunior às 11h25
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Sonhar. Uma Outra Saída!
A vida é algo fantástico, uma coisa louca. Muitos indo, outros vindo numa constante sinfonia de despedidas, nascimentos, lágrimas, saudades e reencontros. Muitos filósofos e muitos não filósofos questionaram e questionam o valor e o sentido da vida. Muitos levantaram hipóteses diversas: aproveitar cada dia como se fosse o último (hedonismo), viver na humildade e na resignação, pois essa vida é somente uma preparação para outra melhor ou pior (céu ou inferno do Cristianismo), outras nos pedem a aceitar o sofrimento como o pagamento de uma possível má conduta numa vida passada (kardecismo), entre outros.
Loucura essa vida nossa! Mas o sonho é algo importante na vida independente de qual dessas teses se acredite. Em nossa vida temos que ter um norte, mesmo que ele esteja meio deturpado pela bússola da nossa indecisão. Um sonho deve ser como a água e o ar que nos mantêm vivos, o sonho deve ser o alimento do espírito, da alma, do Eu interior.
A inércia que a dúvida suscita fustiga e esmaga o sonho. Temos medo que o que sonhamos seja deveras utópico e inverossímil, e só imaginamos sua realização e muitas vezes não nos dispomos em ir busca dele. Mas o sonho sempre deve ter companheiros e entre eles temos a ação e a esperança.
Muitos abandonam família para tentar uma vida melhor em outros países ou vão para grandes centros desejando realizar aquilo que concederam por sonho, outros ficam em seus próprios lugares e também encontram a sua felicidade. Mas o importante é buscar realizar nossos sonhos. A maior frustração do homem não está em se arrepender daquilo que sonhou, mas em nunca ter sonhado e vivido uma vida sem um sentido, um propósito.
Em sua imanência o homem sempre busca o melhor para si e para os seus. O problema muitas vezes se encontra fora; na sociedade que recebe como ideal de sonho aquilo que está posto pelos sistemas econômicos, pela influência da mídia, pelos aparelhos ideológicos de Estado. Foi Rousseau quem sempre disse que o homem é bom por natureza e é a sociedade que o corrompe, isso me parece muitas vezes plausível quando percebo homens e mulheres se expondo ao ridículo para aparecerem em programas que os satirizam e os ridicularizam e se intitulam pessoas realizadas.
Penso que um dos destinos do homem está em realizar sonhos. Mas este sonho deve estar imbuído de uma força de vontade e uma certeza tal, que sonho, esperança e ação se transforme numa ação dialética infinita, onde esses três elementos alimentam-se e energizam-se constantemente. Os sonhos, ou metas que pusermos em nossa vida deve ser a razão da nossa felicidade, a busca constante de aperfeiçoamento moral e intelectual, assim como a formula Nietzsche: A fórmula da Minha felicidade: um sim, um não, uma linha reta, uma meta.
Escrito por enoquejunior às 17h01
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A TRISTE INFLUÊNCIA DA MÍDIA NA SOCIEDADE
“O mundo inteiro é forcado a passar pelo crivo da indústria cultural”. Essa Frase de Adorno revela o grau de alienação que chegou o mundo em nossos dias.
Nunca na história da humanidade tivemos acesso a tanto conhecimento: internet, rádio, jornais, televisão etc. O homem moderno com a ajuda tecnológica pode saber o que acontece no mundo numa velocidade jamais vista. Culturas inteiras podem ser influenciadas pelo modo de pensar de jornalistas, editores, locutores, apresentadores etc. Tanto o homem comum como o intelectual podem ser influenciados consciente ou inconscientemente pelos pontos de vistas desses meios de comunicações. Uma das formas de persuasão encontra-se divulgando falsas informações, ou simplesmente selecionando as informações que modificam o julgamento de seus interlocutores sobre as coisas e, através disso, até sua conduta.
A facilidade em alcançar o conhecimento por meio dos aparelhos midiáticos não quer dizer que o homem saiba mais em comparação ao homem do século XVIII, por exemplo. Parece sim que o caminho é inverso. O homem tem involuido sistematicamente com o avanço da tecnologia. Uma possível explicação para esse paradoxo talvez seja encontrado em outro lugar: na economia.
Marx já afirmava que a economia é motor da história. Pode-se alegar que no século XVIII já vigorava o capitalismo. Mas o problema é outro. Nessa época não tínhamos a influência dos recursos áudios-visuais que possuímos hoje, e muito menos da monstruosa produção cada dia mais renovada de artigos supérfluos que a televisão paulatinamente nos diz que é importante para vivermos bem. Por mais rico que o homem fosse no século XVIII ou XIX seu dinheiro era investido em outras coisas; conhecimento, por exemplo, pois não tinham tanta variedade de produtos a serem comprados. Hoje, influenciado pela mídia, o homem sem conhecimento e sem dinheiro trabalha 48 horas por mês, ou até mais, para comprar aquela TV que assistiu no comercial ou aquele calçado que viu na novela. O problema não se encontra em comprar a TV ou o calçado. O problema é que estamos sendo forçados a crer que são nesses produtos que encontraremos a felicidade ou uma vida mais aprazível.
Passamos por uma crise moral e religiosa que está em seu ponto máximo. Através da evolução cientifica o homem está deixando de crer em algo superior a ele, e não pôs nada equivalente em seu lugar. O Imperativo Categórico kantiniano seria um bom substituto. Mas o que está tomando lugar da religião e da moral são a mídia e o dinheiro.
Enfim, vivemos num tempo que se sente fabulosamente capaz de realizar todas as coisas, mas não se sabe o que realizar. Domina todas as coisas, mas não é dono de si mesmo. Sente-se perdido em sua própria abundância. Mesmo tendo mais meios, mais saber, mais técnicas do que nunca, o mundo atual acaba indo como o mais infeliz que possa ter havido: simplesmente à deriva.
Escrito por enoquejunior às 14h44
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QUANTO VALE UMA VIDA?
Foi com pesar que peguei a pena hoje para escrever e tentar compreender melhor essa pergunta que me fiz ao acordar. Quanto vale uma vida?
Ouvimos muitas pessoas dizerem que a vida é algo imensurável, um bem que dinheiro nenhum no mundo pode pagar, mas a meu ver as coisas não são bem assim. Uma vida hoje está valendo muito pouco, e em algumas circunstâncias parece não ter valor nenhum.
Muitas vezes a vida equivale ao valor das pastilhas de freio de um automóvel, pois na idéia de economizar uns trocados não são trocadas quando se deveria, ou quando são trocadas são por de baixa qualidade, baratas.
Outras vezes a vida custa o mesmo preço de pneus novos, da mesma forma que as pastilhas, não são trocados quando se precisa e de tão carecas não param quando se freia o carro. Também a vida vale exatamente o valor de um capacete, quando não se usa, ou quando se usa e ele é maior que a cabeça do piloto, pois numa colisão 96% das vezes ele voa não protegendo nada. Ela custa também alguns minutos, quando o motorista na ânsia de chegar logo ao seu destino acelera mais que o permitido e faz ultrapassagens perigosas. Vale também alguns minutos para o pedestre que não esperando o sinal vermelho entrecruza carros fazendo ziguezague.
Muitas vezes ela vale somente um som, “clic”, é o barulho do cinto de segurança sendo encaixado na trava. Freqüentemente ela equivale a R$ 3,00. Sim! R$ 3,00. É mais ou menos o valor daquela cervejinha a mais que se bebe tirando as últimas condições para se dirigir com prudência. Às vezes ela vale uma palavra: “Não!”. A palavra que o pai negou ao filho menor de idade e sem habilitação quando emprestou seu carro. Às vezes ela vale R$ 50,00; é a propina que o guarda de trânsito aceita ao não multar o “cidadão” que tem irregularidades no seu veículo.
Uma vida tem o valor dos desvios e da roubalheira dos nossos representantes no governo, pois esse dinheiro poderia ser aplicado na melhoria das estradas estaduais e federais de nosso país.
E quem é o culpado de tudo isso? Eu, você? Deus? O Diabo? Quem? Hoje amanheceu chovendo. Será que é o pesar da natureza por tanta brutalidade humana? Será que é a tristeza das pessoas condensada em forma de chuva representando lágrimas? Não sei! Até quando vamos chamar de acidentes esses assassinatos no trânsito? Até quando vamos lavar as estradas de nosso país com sangue inocente? Destruir famílias, futuros? Não posso responder a nenhuma dessas questões, ou melhor, talvez uma, a primeira. Quanto vale uma vida? Muito pouco.
Escrito por enoquejunior às 14h52
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EXISTE ALTRUMISMO PURO NO MUNDO MODERNO?
Atruísmo palavra percebida como sinônimo de solidariedade, foi criada em 1830 pelo filosofo francês Augusto Comte para caracterizar o conjunto das disposições humanas (individuais e coletivas) que inclinam os seres humanos a dedicarem-se aos outros. Esse conceito opõe-se, portanto, ao egoísmo, que são as inclinações específica e exclusivamente individuais (pessoais ou coletivas).
Na doutrina comtiana, o altruísmo pode apresentar-se em três modalidades básicas: o apego, a veneração e a bondade. Do primeiro para o último, sua intensidade diminui e, por isso mesmo, sua importância e sua nobreza aumentam. O apego refere-se ao vínculo que os iguais mantêm entre si; a veneração refere-se ao vínculo que os mais fracos têm para com os mais fortes (ou os que vieram depois têm com os que vieram antes); por fim, a bondade são os sentimentos que os mais fortes têm em relação aos mais fracos (ou aos que vieram depois)
E hoje, será que o altuísmo pode ser ainda dividido das três formas que Comte a enumerou no início século XIX (apego, veneração e bondade)? No mundo individualista em que estamos inseridos será que o altruismo ainda permanece antômino de egoismo, ou se tornou uma espécie de egoismo disfarçado?
Cada cultura, dependendo de sua relação com o mundo exterior, tem desenvolvido em seu seio sentimentos que para outras sociedades não tem o mínimo valor. Em sociedades fechadas, por exemplo, é grande a prática de um altruísmo desinteressado, do tipo comtiano, tendo em vista que sem a ajuda coletiva seria praticamente impossível a sobrevivência do grupo. Por outro lado, esse tipo de altruísmo está cada vez mais raro em sociedades capitalistas, onde a busca pelo capital faz com que de algum modo não nos importamos muito se nosso vizinho está passando necessidades ou não.
Esse desinteresse pelo próximo, visto no sistema neoliberal, dá margem a três novos modos de altruísmo: (horizontal, vertical e de auto-satisfação). Essas formas de altruísmo muito praticadas no sistema capitalista sempre visam algo em troca: merchandising, promoção pessoal, satisfação pessoal, divulgação de marca, etc. É nesse sentido que o altruísmo passa a ser sinônimo de egoísmo, pois não há mais aquela ajuda ou auxílio desinteressado como nas regiões afastadas, pelo contrário, o altruísmo passa a ter um interesse implícito. Esses três tipos, ao contrário dos de Comte, não têm nada de bom e mostram as modernas práticas “altruísticas”.
Primeiro, é um altruísmo que é particularmente ligado à dominação e relação de poder. É quando uma pessoa ajuda outra pura e simplesmente para haver por parte da pessoa ajudada o sentimento de dívida, de débito, de submissão. Esse tipo de altruísmo é característico de pessoas que querem obter aliados ou subordinados em suas negociatas ou simplesmente para humilhá-las de alguma forma. O segundo tipo de altruísmo que vemos com bastante freqüência é um altruísmo que pode ser caracterizado como vertical. É uma espécie de altruísmo invisível, mas decifrável. Encontramos com freqüência cada vez maior nas pessoas que visam ajuda “divina”. Escondem-se atrás da idéia de que “Deus ajuda quem ajuda os outros”. Essa espécie de altruísta precisando de alguma ajuda dos céus faz algum tipo de beneficio a outrem, esperando com certeza algo em troca; como ajuda para conseguir emprego, para curar doença, conquistar o pretendido, como forma de resignação, etc. Por último, há um grupo de pessoas que ajudam outras não para exprimirem poder sobre elas, nem para angariar ajuda divina. Esse tipo é caracterizado por aqueles que, não sendo muito honestos, fazem caridades, doações volumosas, campanhas beneficentes, etc. para sentirem aquela espécie de “leveza por dentro”, descarrego de consciência ou de dever cumprido quanto cidadão.
E “teoricamente” tem o tipo puro de altruísta é aquele que ajuda as pessoas pensando em um mundo melhor, mais digno, solidário, mas esse é um tipo raro que talvez não faça mais parte de nosso tempo, mas que um dia ainda pretendo conhecer.
Escrito por enoquejunior às 12h44
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Divertimento, uma saída possível
“O homem tem-se divertido muito pouco: esse é meus irmãos. O único pecado original. E, quando aprendemos melhor a divertimo-nos, esquecemo-nos melhor de fazer mal aos outros e de inventar dores”.
Essa frase, mais parecida com um mandamento para o bom viver, escrita no século passado por Nietzsche em seu Zaratustra, retrata fielmente nossa realidade cotidiana. O que temos feito com mais freqüência ultimamente? Mal aos outros, adoecendo e principalmente trabalhando. E para quê tanto trabalho? Para sustentar um sistema despótico que a cada dia nos transforma mais em máquinas e menos em homens.
No seu inicio, o capitalismo parecia ser a grande panacéia mundial; mais produção, barateamento dos bens e facilidade de consumo para pessoas menos favorecidas. Infelizmente a realidade é outra. O que temos afinal? Temos os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres, e os pobres brigando desesperadamente para se tornarem ricos, e nessa briga vale tudo, até mesmo prejudicar pessoas. E o problema não pára por aí. Na triste ilusão de uma vida mais “cômoda” as pessoas se dedicam exclusivamente ao trabalho, esquecendo amigos, família, lazer, etc. Sempre descontentes com seus salários, pois, o dinheiro nunca sobra para comprar o último carro, ou a TV de tela grande, ou aquela casa luxuosíssima que de tantos cômodos mais parece um labirinto.
O capitalismo que poderia ser a maior fonte de produção e riqueza para a humanidade transformou-se em seu algoz. Nunca trabalhamos tanto, nunca convivemos tão pouco com nossos entes queridos. Na busca incessante do dinheiro estamos suplantando nossa ausência com presentes caros e sofisticados.
Mas é disso que realmente precisamos? Precisamos na verdade é de atenção, afeto, uma boa conversa, ou mesmo nos reunirmos para falar trivialidades. É chegada a hora para compreendermos que esse sistema no qual estamos inseridos só tem nos feito mal, nos adoentado e nos distanciado tanto dos nossos quanto a terra da lua.
Diz-se que o trabalho dignifica o homem, no entanto, permaneço com Nietzsche ao dizer: Trabalhe-se ainda porque o trabalho é uma distração; mas faz-se de modo que a distração não debilite.
Escrito por enoquejunior às 20h32
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MUDANÇA DE ATITUDE
Quando criança sempre ouvia os mais velhos dizerem: o futuro está na juventude, é a juventude que fará de nosso planeta um lugar melhor e mais digno.
Fiquei com essa frase na cabeça e louco de vontade de crescer logo, pois não podia ver mais no noticiário tanta coisa ruim acontecendo a minha volta, e queria fazer algo. No entanto, os anos foram passando e minhas pretensões de mudar o país foram indo por água abaixo. Fui crescendo e vi que os mais velhos haviam nos enganado. Não mudamos o país.
Aí eu comecei a pensar. Ora, porque estão jogando para os jovens a responsabilidade de problemas que estamos enfrentando há tantas gerações? Porque os jovens são o futuro do país? Porque são os jovens que têm a obrigação de mudar o quadro social e político do Brasil e do mundo?
Comecei observar à minha volta. E o que via? Via adultos poluindo a terra, a água e o ar, adultos roubando o país, adultos matando, via adultos fazendo tudo que era de mais vil e torpe em relação ao próximo, ao país e ao mundo em que viviam. Persistindo mais um pouco em minhas observações percebi que os fatores necessários para formação de um jovem crítico e autônomo (fatores esses fundamentais para uma possível mudança) estavam sendo negligenciados. Tais fatores eram a família e a escola (instituições comandadas por adultos).
Sim. A família e a escola. A família tem fugido de seu dever de dar aos seus filhos o carinho e o amor necessários para que eles possam, pelo exemplo dos pais, amar e respeitar os outros. Estão jogando para a escola, além da responsabilidade de ensinar e formar a criticidade nos nossos futuros cidadãos, a obrigação de dar carinho, afeto e pedir o respeito que os pais não estão cobrando em casa. E o que acontece daí? Acontece que os jovens além de não aceitarem a cobrança de respeito dos professores, se voltam contra eles; com ameaças de mortes, depredação das escolas, agressões físicas aos professores, aos colegas, etc.
E a escola que culpa tem nisso? Bom. A escola é uma instituição dirigida pelo governo, e o governo em sua ânsia de mostrar ao mundo que não somos mais um país de analfabetos, que a quantidade de pessoas cursando o ensino superior cresceu enormemente, fazendo as escolas aprovarem alunos sem a mínima condição de seguir adiante para mostrar uma forjada baixa na repetência e evasão, faz com que tudo continue de mal a pior. E só veremos o resultado disso quando esses alunos terminarem o ensino médio e não conseguir interpretar uma vírgula do que lêem. E para piorar ainda mais, muitos desses “formados desinformados” farão curso superior e voltarão às escolas, mas só que dessa vez como professores.
E o ciclo vicioso está armado: Pais que não educam seus filhos em casa + professores sem instrução + alunos que não respeitam nem país nem professores + governo que não quer repetência nem evasão = País sem futuro.
Não adianta acrescentar mais um ano no ensino fundamental se não houver uma profunda reforma na educação, começando pelos professores; com capacitação, melhores salários, incentivos para se aperfeiçoarem; pós-graduações, mestrados, etc. E também não adiantará reformar a educação se os pais não fizerem também uma profunda reforma em suas famílias respeitando, cobrando e amando seus filhos. A partir de então as coisas melhorarão, mas não somente por causa dos jovens, mas sim pelos exemplos que eles terão de seus pais e professores (adultos).
Escrito por enoquejunior às 16h13
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DIAMANTE POR DENTRO
Estamos sempre tão preocupados; é roubo na loja, no congresso, no ônibus, em casa. São guerras por toda parte, assassinatos, seqüestros, balas perdidas, aquecimento global. É gente querendo ser mais do que as outras passando por cima dos seus iguais como se não fossemos para o mesmo lugar (morte). Fico pensando: o que fazer? Como posso viver uma vida melhor em meio a essa tormenta que se tornou o mundo? Descobri a resposta em uma música que diz mais ou menos assim:
Uma vela lança sua luz escuridão adentro/Num mundo cruel assim brilha o bem/Certifique-se de que a fortuna que você procura É fortuna de que precisa/Diga-me por que o primeiro a pedir/É sempre o último a dar/O que você diz da boca para fora/Volta para você
Desde que ouvi pela primeira vez essa música não paro de ouvi-la um só momento. Ela vai mudar minha vida. O nome dela é Diamante por Dentro. Você tem um diamante por dentro, eu tenho um, todos temos, o que precisamos de verdade é saber o que realmente queremos; para quê um carro de duzentos mil ou uma casa de cento e cinqüenta mil? Para que preocuparmo-nos tanto com que os outros vão pensar da minha roupa, do meu cabelo, do meu sapato? Já está na hora de acabarmos com esse discurso hipócrita que sempre dizemos: se isso fosse assim... Se fosse assado... Se fosse eu... Se ele não... etc, etc, etc. Não se esqueça se plantar goiaba vai colher goiaba, se plantar o mal é o mal que vai colher. Pare de culpar sempre os outros e comece a pensar mais.
Diamante por dentro, que lindo! Como uma música, um livro, uma palavra pode mudar nossa concepção de mundo. Como seria bom se tivéssemos nossos diamantes sempre polidos, não procurássemos além do que precisamos, e em vez de reclamar, fazer.
Acendi minha vela e espero clarear alguém que esteja na escuridão, e que essa pessoa acenda a sua, que acenda a do outro, ad infinitun. Enquanto escrevia escutei está musica umas quinze vezes. Queria passar para quem ler este texto o que realmente sinto quando a escuto. Escolha você também uma música e que ela possa tirar as sujeiras que cobrem seu diamante.
A diferença entre o diamante e o carvão se encontra na pressão. Dependendo da pressão sofrida o carbono pode se tornar carvão ou diamante. Você também e composto de ligações de carbono. Então pressione-se para que seu carvão um dia se torne um DIAMANTE.
Escrito por enoquejunior às 17h35
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FAÇA ALGO!
Dance, cante, pule corda, faça amigos! Faça algo. Você tem duas opções nesta curta vida na terra: Fazer alguma coisa para que ela possa ser menos difícil, mais alegre ou simplesmente não fazer nada, deixar a vida passar e ver que no final dela estará sozinho e frustrado por não ter aproveitado os momentos sublimes que ela te proporcionou, e você tão preocupado com as contas para pagar, com o trânsito congestionado, com o trabalho, não notou.
Se você optar por fazer algo, não precisa ser de âmbito mundial ou nacional, comece por aí mesmo no seu bairro, na sua escola, faculdade, centro comunitário. Você não precisa acessar a internet ou chats para fazer amigos, basta olhar ao seu lado, tem muita gente a sua volta que estão loucas de vontade de ter sua amizade, mas você se preocupa tanto com seus amigos virtuais que nem nota essas pessoas. Lembre-se, quando você estiver doente ou de aniversário serão as pessoas de verdade que virão te desejar melhoras ou muitos anos de vida com um forte abraço e um beijo, não seus “amigos” invisíveis.
Ajude pessoas. Comece por aí mesmo na sua comunidade. É importante ajudar as pessoas de outros lugares e países como na África, na Índia, no Nordeste ou Norte, mas não se esqueça que por mais rico que seu estado ou bairro possa ser sempre tem gente precisando da sua ajuda; com um sorriso, uma aperto de mão, ou que apenas sejam escutadas. Se todas as pessoas se preocuparem com as grandes causas como ficarão as menores?
Conheça. A maior prisão que um homem pode sofrer é a prisão da ignorância. Sem conhecimento você nunca terá os subsídios necessários para lutar por alguma mudança seja ela na saúde, educação, moradia, transporte coletivo, saneamento básico, etc. No entanto, nunca deixe de ser humilde. Humildade nunca foi e nunca será sinônimo de submissão como muitos pensam, muito pelo contrário, o humilde é aquele que sabe de suas limitações, e na busca do crescimento sabe que não está sozinho, e nos momentos difíceis pede e também ajuda os que estão ao seu lado, sem arrogância ou pretensão.
No entanto, se você não está disposto a ajudar quem precisa, cantar, dançar, pular corda, fazer amigos de verdade e nem conhecer. Se você se preocupa mais em vídeo games do que em livros, mais em bate papo de chats do que abraços de aniversário, mais em viver vidas fictícias na internet do que viver a sua própria está na hora de rever seus conceitos. Agora, Se você não quiser ficar sozinho quando a velhice chegar, se quiser sempre encontrar um ombro amigo nos bons e nos maus momentos... Deixe tudo isso, meu amigo, e faça algo.
Escrito por enoquejunior às 16h56
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NOS AJUDE, CRISTO REDENTOR
Em 325 d.C. é realizado, sob a ordem do imperador romano, Constantino, o Concílio de Nicéia. Este acontecimento teve como pano de fundo a elevação do cristianismo a religião oficial do império. Cristo e seus seguidores que até então foram perseguidos e mortos pelos romanos passaram a ser prestigiados e respeitados sob pena de morte.
O cristianismo que a princípio foi rejeitado pelos religiosos pagãos do Império Romano por muitos anos, cresceu em tamanho e força, passou de uma crença secundária para uma de primeira grandeza.
Passados quase dois mil anos outro Cristo, o Redentor, também teve seu “poder” aumentado, passou de mero monumento brasileiro a uma das sete maravilhas do mundo moderno. O país se exaltou em render homenagens a esse novo pop star como se não tivéssemos mais nada com que nos preocupar, nenhum problema social e moral para resolver.
O Pan se foi e agora estamos torcendo para que em 2014 sejamos nós os escolhidos para sediar a copa do mundo de futebol. Seja como for, não consigo entender como nós gostamos tanto das festividades e como os verdadeiros problemas parecem diminuir de tamanho e proporção na época delas; seja Carnaval, Copa do Mundo, Natal, Pan etc.
Voltemos, pois, ao Cristo.
Senhor Cristo Redentor, agora que seu reconhecimento foi espalhado aos sete ventos por esta nação que parece adorar adotar mediadas paliativas para esconder os verdadeiros problemas que aqui enfrentamos, e como não adianta mais implorar pela ajuda de nossos representantes no governo, te suplicamos:
Ao contrário das sete maravilhas do mundo antigo, onde as pessoas percorriam quilômetros e quilômetros a pé, ou em navios para visitar, o Senhor teve o privilégio de ser eleito num mundo totalmente mudado, onde as pessoas podem vir te visitar em máquinas mais velozes chamadas de avião. Mas por favor, seu Cristo, não deixe que estas pessoas ao te visitarem fiquem presas por horas e horas nos aeroportos, como é chamado o lugar onde sobem e descem essas máquinas. Já que o senhor está com o moral alto vou aproveitar e te pedir mais algumas coisas. Não permita que as pessoas ao te visitarem também sejam assaltadas dentro de ônibus, nem na beira das praias, como tem acontecido freqüentemente debaixo dos teus olhos. Ajude-nos a aturar os nossos governantes que nos roubam diária e incansavelmente sem o menor escrúpulo. Outra coisa mande um par de olhos de lince para nosso presidente, pois ele ainda nada vê, nada sabe, nada escuta...
Faça também com que os pais cuidem mais de seus filhos e não os deixem sair por aí batendo em mulheres indefesas.
Ah! Mais uma coisa...
- Chega, Chega!
Tá difícil, seu Cristo? Então acho melhor parar por aqui, pois, se fossemos relatar quanta coisa tem ocorrido neste país, o Senhor em vez de ficar com os braços abertos levantaria um pouco mais em posição de “me rendo”.
Escrito por enoquejunior às 16h48
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Por Um Brasil Menos Preconceituoso
Eu juro que não queria entrar nesse assunto, pois me parece muito delicado, polêmico, principalmente para os habitantes dos estados do sul do país. No entanto, em meio as minhas elucubrações e devaneios, e muito atento ao que as pessoas diziam a respeito dos nordestinos, resolvi tomar partido. Ora, do que adiantará minhas leituras e raciocínios vários se não servir para ajudar desmontar preconceitos e clarear as mentes. Muita pretensão da minha parte, mas o crescimento tem de ser contínuo e conjunto se quisermos ter um país mais digno. Quem for contra o que seguirá nas próximas linhas estarei aberto para ao dialogo que será, aliás, muito construtivo.
Voltemos sem demora ao assunto.
Desde que aqui cheguei, fiquei deveras deslumbrado com esse Estado, mui belo e com pessoas também deveras belas. Por vários momentos pensei em não estar no Brasil. Por vários lugares ouvia pessoas conversando em alemão, italiano ou em alemaliano (palavra que criei para exemplificar as pessoas que diziam frases ora em alemão, ora em italiano). O que chamou mais minha atenção é o fato que muitas dessas famílias já estão aqui a várias gerações e não se dizem brasileiros, muito pelo contrário, estufam o peito ao dizerem seus sobrenomes complicados como se fossem títulos de nobreza. Todavia, essas pessoas com certeza não sabem o motivo pelo qual seus ancestrais vieram aportar na terra brazilis.
Esta é outra história que caberá a quem tiver espírito investigador descobrir. Adiantemos, porém que não foi por riqueza acumulada, e sim por falta dela, e muito menos para construir indústrias, talvez fosse apenas para ter um lugar onde morar e ter o que comer.
Desculpe-me novamente, saí outra vez dos trilhos que me propus a discutir, pois esse texto não se propõe a ser extenso e nem discutir a vinda dos emigrantes europeus, mas sim porque alguns “europeus” se acham superiores em relação aos habitantes de outras regiões do país.
Uma pergunta talvez venha a calhar. Quem construiu e constrói ainda hoje metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro, ou melhor, quem desmatou muito da floresta tropical, contaminou rios com dejetos vários e agora está destruindo o norte de Mato Grosso e parte da floresta amazônica para o cultivo de soja, criação de gado, e extração de madeira que, aliás, muitas dessas práticas são ilegais?
Bom. A resposta o leitor sabe sem a menor sombra de dúvidas: quem construiu e constrói São Paulo e Rio e tantas outras cidades, como Brasília, por exemplo, foram em sua grande parte pessoas oriundas dos estados do Norte e Nordeste do País. E quem contaminou vários dos seus rios com desejos suínos e invadem a Amazônia e Mato Grosso para plantar soja, criar e devastar, são? Uns “europeus” ávidos por dinheiro que só porque os habitantes de determinada região talvez não tenha a mesma obsessão, a mesma gana por dinheiro são chamados de vagabundos, preguiçosos, entre outros nomes pejorativos que me recuso escrever.
Todavia, esta mesma região de “preguiçosos” produz música, literatura, arte fantásticas, e grande parte dos atores que compõem os meios de comunicação de massa que você assiste a sua novela também tem atores nordestinos.
Este apelo é para chamar a atenção que cada lugar, cada região desse país de dimensão continental, é em sua essência proveniente da mistura: sejam alemães, italianos, negros, índios, caboclos, japoneses, portugueses, polacos, russos, espanhóis, etc. e que devemos respeitar suas particularidades e idiossincrasia.
Por fim, já estamos sentindo na pele os efeitos do capitalismo; como violência, na forma de obtenção de dinheiro para a compra de bens que a sociedade de consumo impõe como essencial, seja na forma de aquecimento global, que como sabemos está desmantelando o planeta, seja na contaminação dos rios, seja na contaminação de nossas mentes quando julgamos um povo inferior por não ter, ou não querer ter, a mesma visão de trabalho, de vida, de relacionamento como outros, e que procuram acima do dinheiro, ser felizes.
Escrito por enoquejunior às 15h26
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Entre a fé e o comércio
Desde a morte de Cristo, muitas pessoas mal intencionadas e inteligentes por sinal, tiraram proveito da fé alheia, seja por dinheiro, por poder, ou por sei lá o quê. Vimos no decorrer da história fatos como: venda de indulgências, venda de relíquias "sagradas", como o prego da crucificação de Jesus, pedaços da própria cruz, ossos do apóstolo Paulo, objetos trazido pelos cruzados, enfim, uma série de objetos que os crentes diziam fazer milagres. Mas os anos se passaram e com eles os enganadores aperfeiçoaram seus planos de extorsão; já tivemos vendas de terrenos no céu e hoje, ninguém mais escapa de pagar dízimo. Se você não tiver dinheiro vivo, meu amigo, não há problema! Você pode pagar no débito, no crédito ou no cheque.
O fato é: As pessoas que crêem em Deus devem achar que Ele é um capitalista que só pensa em dinheiro, pensam que o fato de dar dinheiro para alguma Igreja se está fazendo uma boa ação, às vezes é muito pelo contrário. O dinheiro que você doou para certa Igreja, por exemplo, estava entrando nos EUA sem declaração. Para quê? Para fazer obras assistências com certeza não era. E os humildes pregadores dessa igreja têm nada mais que 17 emissoras de rádio e um canal de tevê a cabo.
O que eles dirão da frase: “O reino dos céus pertencem aos humildes e simples de coração”?
Já sei! Eles usarão o “simples de coração” para justificar a fortuna que possuem dizendo que apesar de tudo que conquistaram com o dinheiro alheio não são apegados aos bens terrenos. Que toda essa dinheirama é para honra e glória do Senhor.
Isso é hilário, é tão difícil de acreditar que no nosso planeta, sabe o planeta terra, onde se prega tanto a ciência e tecnologia dos seres racionais que estão destruindo-a com o aquecimento global e com guerras, pode haver gente que ainda contribui para isso, para enriquecer os cofres das igrejas, independentemente dela; seja católica, protestante, carismática e o restante das outras que nem faço idéia de quantas são, mas que compõem cerca de 2,1 bilhões de pessoas.
Outra igreja “humilde” é a maior multinacional do Brasil, a Igreja Universal do Reino de Deus, que possui seus tentáculos em 3.000 templos distribuídos majoritariamente no Brasil e em 46 países de todo o mundo.
Proprietária de dois jornais com mais de um milhão de exemplares, de 30 emissoras de rádio e da segunda rede de televisão mais importante do Brasil, a TV Record com 25 repetidoras em todo o país.
Nos últimos dias vimos mais uma pequena aquisição dessa igreja, a TV Guaíba que inclui rádios AM e FM. Essa compra segundo alguns especialistas girou em torno de R$ 100 milhões de Reais!
O que me deixa mais, mais, mais... não tenho nem coragem de escrever aqui a verdadeira expressão do que sinto, quando sei que grande parte das pessoas que freqüentam essas igrejas são pessoas pobres que deixam de comprar algo para suas casas e preferem pagar os dízimos á esses “Santos Homens”.
Para concluir esse desabafo eu imploro! Se você acredita em céu e supõe que é com dinheiro que você chegará até lá, então tudo bem! Dê seu dinheiro, mas dê a alguém que não vá usá-lo para fins políticos e nem para comprarem mansões nos EUA, dê para instituições que usam para ajudar as pessoas que realmente precisam como entidades beneficentes que ajudam portadores de câncer, AIDS ou a APAE, por exemplo.
Por fim, como existem campanhas pedindo para que não se dê dinheiro aos pedintes nas ruas, aos menores nos sinais, seria muito melhor se houvesse uma pedindo para que não se dê dinheiro ás Igrejas.
Escrito por enoquejunior às 14h31
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