A vida Como pode algo assim existir Vida desolada num mundo agitado O pior é que muitos vivem assim Os rostos se cruzar o olhar não O pensamento flutua em outro rincão As mentes tão cheias não pensam amor Só, ficamos a procura de algo Em algo sem nexo, algo sem valor Não sabemos o que procuramos Se um salário, um carro, um homem, uma mulher Um amigo, um livro uma viagem qualquer Assim caminhamos sem tal direção Vagamos nas ruas tal cachorros ou não Os anos se passam ai surge aflição Se vivemos na verdade um falsa ilusão Aos dezesseis muitos planos Aos vinte alguns problemas Aos trinta alguns dilemas Aos quarenta arrependimentos Aos cinqüenta vêm as nostalgias Aos sessenta ressurgem crianças Aos setenta sabedorias E as conclusões que se tira? Nenhuma com precisão e clareza A passagem do caminho não é larga Muito menos estreita A morte abarca e leva e não tem recomeço
Escrito por enoquejunior às 10h59
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