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Blog de enoquejunior


Vázio 

 

Tem um monte ali.
Estão verdes é só chamar.
Mas existe um vazio,
Que não poderão completar.
 
É a dúvida, o receio, a pergunta,
Que não querem calar.
Mas não sei qual é, ao certo
para  se direcionar.
 
Estão verdes, e são muitos;
Outros estão cinza, mas logo
De verde farão.
Falam através do quadro,
Com frieza, sem muita emoção.
 
E assim vão,
Madrugas adentro.
Ora verde, ora cinza,
E às vezes com um traço vermelho.
 
A busca continua,
E os universos tenho lá.
O quadrado é poderoso
muito próximo do travesseiro.



Escrito por enoquejunior às 12h19
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O que passa

 

 

Aquela árvore rosa que não mais tardara a ser verde.
Não pense que eu te escuto a gritar.
Andando pela calçada vejo, mas não me lembro,
de um dia vê-la passar.
 
Os verões passaram por ti, e o que via rosa de repente se foi.
Os ossos velhos do teu corpo anda
Mas não muito rápido para não quebrarem-se, pois.
 
O pasto encoberto de cinzas vejo quando atearam.
Fico de todo assustado
com medo, do modo que cortaram-te.
 
Insígnias parecem pois,
Devaneios tolos em meio a multidão.
Falácias de verdade em meio ao burburinho.
Me assunto no caminho
sem grande expressão
 
Aconteceu o difícil.
Me joguei do edifício
e cai no precipício
que precipitou sobre mim
 



Escrito por enoquejunior às 12h12
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Meio termo

 

 

Gira bola de terra, metal e ar.
Vai girando sem parar.
Não fico muito tonto
Por que giras devagar
 
Acelera, acelera seu giro.
E sem demora verás
Que aquele que não tem peso,
Num segundo voarás
 
E assim será melhor,
Menos peso sobre ti.
E aos muitos pesados,
Cave um buraco para cair
 
Nem pesado,
Nem leve.
Ao meio peso,
É o que se deve.
 



Escrito por enoquejunior às 12h06
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A espera! 

 


O estranhamento se apodera.
Cercado de mim não me reconheço como tal;
Meu reflexo está distorcido.
Não me encontro
Toco no meu rosto, mas está mais áspero do realmente vejo.
Será que vejo o que vejo?
Será uma ilusão, a visão?
Ou o tato?
Qual dos dois me engana.
Resolvo me flagelar, quem sabe a dor me diz algo.
Gemo de dor,
Mas não a sinto
perdido em mim, não me encontro. O que acontece agora?
Busco uma saída.
Me embriago. Espero. Nada acontece, e não me entendo mais
Me perco em mim mesmo.
Mas como posso perder aquilo que não se tem?
Como se procura aquilo que não quer de verdade?
O que sou eu afinal, mente ou corpo?
Alma ou carne?
Ser ou não ser?
As soluções de questões nunca perguntadas me aparecem agora.
Devido minha recusa elas se expõem escancaradamente em minha frente.
Mas estou de óculos e não as enxergo.
Na verdade, eu a vejo, mas é só isso.
O que preciso saber de mim ou de algo?
Preciso viver.
Viver, respirar. Ora vai chegar que não mais viverei nem respirarei;
Ai tudo bem!
Procuro outra saída para continuar vivendo.
se não fisicamente!

Dou um jeito
Só falta saber como!

 

 



Escrito por enoquejunior às 11h43
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A trova

 

A tristeza profunda da mente que vive de leituras

Seja romance, poesia ou literatura

A tristeza do homem que pensa

Sem poder, nem querer recompensa

 

Lê para tentar entender as demais coisas

Que dizem existir, ele lê e quer entender

Mas precisa de alguém pra ouvir

 

Ninguém ouve o homem de gênio

O de gênio, não o inventor

O que inventa só pensa em dinheiro

O de gênio na paz e amor

 

E na tristeza imagina com o sol

Numa trova que estende sem par

Mas sua hora de trabalho acabou

Deixa a lua a dialogar

 

Dona lua, dizia ao sol

Como é triste o caminho da terra

Muitos pensam em viver na labuta

E muitos só vivem de espera

 

De espera eu não entendi

Disse a lua de voz bem macia

Eu de noite trabalho pra todos

E o sol é quem clareia o dia

 

Justamente! À lua falei

Vocês dois sem distinção se apresentam

Aqui em baixo não é bem assim

Tem valor quem melhor se aparentam



Escrito por enoquejunior às 17h12
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Planeta

 

Girava o sol tão brilhante,

Em torno da terra parada,

Segura por seus elefantes,

E pilares que a sustentava.

 

Várias mentes de algo tão novo

Daquilo se acabrunhavam,

Não criam em algo tão pouco,

Teorias novas criaram.

 

Criaram idéias tão vis,

Que a fé eles contestaram.

Não podia ficar tão feliz,

À fogueira eles o lançaram.

 

Persistiram na força da mente

Pra provar o que aquilo pensaram,

Não ficara assim tão descrente.

Mas aos poucos eles conquistaram

 

O sol de repente parou

E a terra se locomoveu

Quem foi o grande inventor

Foi a lupa do tal Galileu.

 

Planetas novos surgiram

Com o alcance da nova invenção

Para o espaço na nave partiram

No encalço de outra nação

 

E terra que antes parada

Agora ela gira em torno

Mas a coisa está tão mudada

Tal querendo queimá-la com fogo

 

Os matos, os bichos a água

Que dantes tinha grande valia

Agora não passam de números

Para os donos dessas companhias

 

Aos poucos eu vejo o final

De algo que nunca queria

O fim do planeta é fatal

O que farão as mentes que cria.

 

 



Escrito por enoquejunior às 17h04
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