O Quarto Vejo a luz no embaraço desse quarto. Me falta algo, o afago e um retrato; Componho letras na parede com os dedos e apago. Em seus retângulos pardos, bebo em sua porta e nada disso me importa se não caio em mil fardos. Aos amigos um abraço, aos inimigos uma herança é a eles que devo esse derradeiro compasso. Que melancolia que abstração fortuita; nem mais alegria, nem menos tristeza. E já me volto sem ao menos partir, aos que nunca vi não será dessa vez com certeza.
Escrito por enoquejunior às 08h23
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