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Blog de enoquejunior
O projeto previa e caminhava pela via E via Surgia do desembaraço do meio No anseio do compasso E no meio Do espaço Morria Não O mar de ondas cálidas De enxergar a terra pelas Ondas Trazendo vida E carregando morte Consorte Do desamparo Da luz Tristeza melódica que conduz A embriaguez do nada E estabanada ria De desespero e raiva E morria de asfixia Da podridão do homem Que nem ligava E Ia!
Escrito por enoquejunior às 20h56
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A marola Embola A imensidão absoluta O álcool dificulta A viagem espacial Ou facilita, implica, ajuda Três goles pra provar Mergulho no mar E converso com a sereia Percebo que de cara não da pra prosa E ela me conta um segredo Que prendeu marinheiros Por não se embriagar Três goles complemento Mais fôlego Acrescento E no fundo vou morar
Escrito por enoquejunior às 20h52
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O Quarto Vejo a luz no embaraço desse quarto. Me falta algo, o afago e um retrato; Componho letras na parede com os dedos e apago. Em seus retângulos pardos, bebo em sua porta e nada disso me importa se não caio em mil fardos. Aos amigos um abraço, aos inimigos uma herança é a eles que devo esse derradeiro compasso. Que melancolia que abstração fortuita; nem mais alegria, nem menos tristeza. E já me volto sem ao menos partir, aos que nunca vi não será dessa vez com certeza.
Escrito por enoquejunior às 08h23
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Vázio Tem um monte ali. Estão verdes é só chamar. Mas existe um vazio, Que não poderão completar. É a dúvida, o receio, a pergunta, Que não querem calar. Mas não sei qual é, ao certo para se direcionar. Estão verdes, e são muitos; Outros estão cinza, mas logo De verde farão. Falam através do quadro, Com frieza, sem muita emoção. E assim vão, Madrugas adentro. Ora verde, ora cinza, E às vezes com um traço vermelho. A busca continua, E os universos tenho lá. O quadrado é poderoso muito próximo do travesseiro.
Escrito por enoquejunior às 12h19
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O que passa Aquela árvore rosa que não mais tardara a ser verde. Não pense que eu te escuto a gritar. Andando pela calçada vejo, mas não me lembro, de um dia vê-la passar. Os verões passaram por ti, e o que via rosa de repente se foi. Os ossos velhos do teu corpo anda Mas não muito rápido para não quebrarem-se, pois. O pasto encoberto de cinzas vejo quando atearam. Fico de todo assustado com medo, do modo que cortaram-te. Insígnias parecem pois, Devaneios tolos em meio a multidão. Falácias de verdade em meio ao burburinho. Me assunto no caminho sem grande expressão Aconteceu o difícil. Me joguei do edifício e cai no precipício que precipitou sobre mim
Escrito por enoquejunior às 12h12
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Meio termo Gira bola de terra, metal e ar. Vai girando sem parar. Não fico muito tonto Por que giras devagar Acelera, acelera seu giro. E sem demora verás Que aquele que não tem peso, Num segundo voarás E assim será melhor, Menos peso sobre ti. E aos muitos pesados, Cave um buraco para cair Nem pesado, Nem leve. Ao meio peso, É o que se deve.
Escrito por enoquejunior às 12h06
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A espera! O estranhamento se apodera. Cercado de mim não me reconheço como tal; Meu reflexo está distorcido. Não me encontro Toco no meu rosto, mas está mais áspero do realmente vejo. Será que vejo o que vejo? Será uma ilusão, a visão? Ou o tato? Qual dos dois me engana. Resolvo me flagelar, quem sabe a dor me diz algo. Gemo de dor, Mas não a sinto perdido em mim, não me encontro. O que acontece agora? Busco uma saída. Me embriago. Espero. Nada acontece, e não me entendo mais Me perco em mim mesmo. Mas como posso perder aquilo que não se tem? Como se procura aquilo que não quer de verdade? O que sou eu afinal, mente ou corpo? Alma ou carne? Ser ou não ser? As soluções de questões nunca perguntadas me aparecem agora. Devido minha recusa elas se expõem escancaradamente em minha frente. Mas estou de óculos e não as enxergo. Na verdade, eu a vejo, mas é só isso. O que preciso saber de mim ou de algo? Preciso viver. Viver, respirar. Ora vai chegar que não mais viverei nem respirarei; Ai tudo bem! Procuro outra saída para continuar vivendo. se não fisicamente!
Dou um jeito Só falta saber como!
Escrito por enoquejunior às 11h43
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A trova A tristeza profunda da mente que vive de leituras Seja romance, poesia ou literatura A tristeza do homem que pensa Sem poder, nem querer recompensa Lê para tentar entender as demais coisas Que dizem existir, ele lê e quer entender Mas precisa de alguém pra ouvir Ninguém ouve o homem de gênio O de gênio, não o inventor O que inventa só pensa em dinheiro O de gênio na paz e amor E na tristeza imagina com o sol Numa trova que estende sem par Mas sua hora de trabalho acabou Deixa a lua a dialogar Dona lua, dizia ao sol Como é triste o caminho da terra Muitos pensam em viver na labuta E muitos só vivem de espera De espera eu não entendi Disse a lua de voz bem macia Eu de noite trabalho pra todos E o sol é quem clareia o dia Justamente! À lua falei Vocês dois sem distinção se apresentam Aqui em baixo não é bem assim Tem valor quem melhor se aparentam
Escrito por enoquejunior às 17h12
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Planeta Girava o sol tão brilhante, Em torno da terra parada, Segura por seus elefantes, E pilares que a sustentava. Várias mentes de algo tão novo Daquilo se acabrunhavam, Não criam em algo tão pouco, Teorias novas criaram. Criaram idéias tão vis, Que a fé eles contestaram. Não podia ficar tão feliz, À fogueira eles o lançaram. Persistiram na força da mente Pra provar o que aquilo pensaram, Não ficara assim tão descrente. Mas aos poucos eles conquistaram O sol de repente parou E a terra se locomoveu Quem foi o grande inventor Foi a lupa do tal Galileu. Planetas novos surgiram Com o alcance da nova invenção Para o espaço na nave partiram No encalço de outra nação E terra que antes parada Agora ela gira em torno Mas a coisa está tão mudada Tal querendo queimá-la com fogo Os matos, os bichos a água Que dantes tinha grande valia Agora não passam de números Para os donos dessas companhias Aos poucos eu vejo o final De algo que nunca queria O fim do planeta é fatal O que farão as mentes que cria.
Escrito por enoquejunior às 17h04
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Amores e temores É a vida! Esperança desiludida Que se busca uma razão Nos caminhos estreitos do ser Que buscamos entreter Com uma falsa ilusão Nas estradas dessa vida Uma alma contorcida A procura da emoção Os caminhos vezes largos Que nos deixam como náufragos Sem saber a direção E por vezes tão restritos Nos transformam em detritos Com rancor no coração Desse modo logo assumem Os seus postos de costume A tristeza e a decepção E feitos flores nos tornamos E como o outono nos jogamos À companhia do frio chão Rastejantes e feridos Com o coração desiludido Desacreditados na paixão Caídos e pisados Com os sentimentos humilhados E sem nenhuma afeição Com medo da recusa Não encontramos uma musa Para elevarmos a canção E assim pelo caminho Procuramos um carinho Que nos levem pela mão Mas a vida é tão maluca E não pede nem desculpa Pela sua imperfeição E essa luz tão apagada Num instante é atiçada Como um olhar de um falcão E o calor que estava ausente E agora tão presente Que desperta a atenção É o amor, que por tempos tão sumido Mas já não passa despercebido Como o sol de um verão. E o sofrimento passado Foi de todo apagado Para viver essa pulsão Que por certo é normal Mas que por todo tão vital Como o urro de um leão
Escrito por enoquejunior às 19h26
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Te vi! Ontem a vi, tudo bem, por enquanto Mas não durou até causar-me espanto Quando de repente puseste a sorrir Seu sorriso de magna beleza Tão profundo que me causa estranheza Que por um momento não me pude sentir Como fiquei por tempo assustado Foi no exato momento, marcado, Que deveria passar-me por ti Não foi a toa que fiquei na agonia Um estado tal de letargia Que de súbito apoderou-se de mim Arfando me pus a buscar Um último resquício de ar Que não mais queria vir Hã! Tão bela estavas ali Eu pensei por um momento em resistir Em não passar-me por lá Mas coragem me deu Meu corpo logo estremeceu E aos seus braços eu quis me jogar Isso se deu em segundos Mesmo depois de horas me confundo Se foi um fato real Passei por ti foi verdade Mas o que me falta é coragem De dizer que pra mim és vital
Escrito por enoquejunior às 18h13
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A rosa Bela entre as belas Mimosa e cheia de odor Mas oculta traz seus espinhos Que machucam que causam a dor Rosa morena tão bela Tão singela de altura e cor Rosa, seja ela azul, amarela Seu perfume transborda amor Delicada, mas forte, selvagem E invade os pensamentos meus O que me falta rosa é coragem De unir meus desejos aos seus E pedir com muita devoção Os carinhos que tende a dar Que não falte espaço em seu ser E me ame até os dias findar Bela rosa de afeto e ternura De beleza no mundo sem par Como és bela de porte e brandura Já te sinto sem ao menos tocar Já te amo te odeio e te quero Nos meus lábios pode-la beijar Mas já sei que jamais serás minha Pois ao monstro não é dado amar
Escrito por enoquejunior às 12h26
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A diferença Valoroso cavaleiro das trevas Escutai o que tenho a dizer Acredito que aqui tem mais pedras Do que julga na sua terra ter Aqui tem morte aflição e dor Tem angústia medo e rancor Assassinos, ladrões, doenças Enchentes, frio e secor Tem inveja, ódio e traição Tem terremoto, neve e vulcão Tem miséria, pobreza e fome E muitos que sequer tem um nome Diga ai cavaleiro das trevas Na sua morada tem mais mal que aqui? Aqui tem homens quem sequer tem um lar E lá todos têm onde dormir Realmente concordou o andante Lá todos que vão são iguais Seja rico, pobre, preto ou branco Porque lá já não são mais mortais
Escrito por enoquejunior às 11h01
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Sozinho O que pensas que sinto, que sou Tu não sabes nem podes saber Sou o nascido das cinzas senhor Meu destino não é dado conhecer Sou dono do meu caminhar Caminhando resumo assim Não existe caminho pra mim Só sou dono do que inventar Não respeito o que eu não gosto Só suporto porque eu respeito Imagine se gosto do que odeio Não serei homem apenas um conceito Se afaste de mim se quiser Não me importo pela sua opinião Não preciso de ti, nem ninguém Vivo em meios aos outros, mas sou ermitão
Escrito por enoquejunior às 11h01
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A vida Como pode algo assim existir Vida desolada num mundo agitado O pior é que muitos vivem assim Os rostos se cruzar o olhar não O pensamento flutua em outro rincão As mentes tão cheias não pensam amor Só, ficamos a procura de algo Em algo sem nexo, algo sem valor Não sabemos o que procuramos Se um salário, um carro, um homem, uma mulher Um amigo, um livro uma viagem qualquer Assim caminhamos sem tal direção Vagamos nas ruas tal cachorros ou não Os anos se passam ai surge aflição Se vivemos na verdade um falsa ilusão Aos dezesseis muitos planos Aos vinte alguns problemas Aos trinta alguns dilemas Aos quarenta arrependimentos Aos cinqüenta vêm as nostalgias Aos sessenta ressurgem crianças Aos setenta sabedorias E as conclusões que se tira? Nenhuma com precisão e clareza A passagem do caminho não é larga Muito menos estreita A morte abarca e leva e não tem recomeço
Escrito por enoquejunior às 10h59
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